Foto de Embrapa Amapá/Reprodução

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Macapá: epicentro do combate à vassoura-de-bruxa e fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca

Macapá, a capital do Amapá, foi palco de discussões estratégicas cruciais para o futuro da mandioca no Brasil, sediando, nos dias 12 e 13 de novembro de 2024, eventos focados em enfrentar a ameaça da praga conhecida como Vassoura-de-Bruxa (Ceratobasidium theobromae). Essa iniciativa contou com a 63ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial de Mandioca e Derivados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e uma Reunião Técnica sobre o tema, envolvendo produtores, técnicos e autoridades agropecuárias.

63ª reunião ordinária: uma resposta urgente a uma nova ameaça

A reunião trouxe à tona a descoberta de um foco da praga no norte do Brasil. Com impacto potencial devastador sobre as plantações de mandioca, o tema dominou as discussões entre os membros do colegiado. O evento destacou a necessidade de estratégias coordenadas e multifacetadas para a contenção e manejo da doença.

Entre as soluções sugeridas, destacou-se a importância da atuação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e o fortalecimento das políticas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Outros tópicos relevantes incluíram a preparação para o próximo Congresso dos Produtores de Mandioca e um panorama da produção nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que enfrentam os efeitos das recentes chuvas.

Para o presidente da Câmara Setorial, Eloízio Barbosa Lopes Junior, a Vassoura-de-Bruxa representa um desafio que transcende barreiras regionais; “É uma ameaça à segurança alimentar do país. Precisamos de um esforço conjunto entre governo, produtores e instituições de pesquisa para proteger nossa produção e assegurar a sustentabilidade do setor.”, destaca Junior.

Segundo Leandro Lima, coordenador geral de apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas do MAPA, realizar a 63ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial de Mandioca e Derivados do Ministério da Agricultura e a Reunião Técnica aqui em Macapá é um marco estratégico para o fortalecimento da cadeia produtiva regional e nacional. “Este evento não apenas trouxe à tona a urgência de enfrentarmos a ameaça da Vassoura-de-Bruxa, mas também reforçou a importância de discutirmos soluções coordenadas que envolvam governos, produtores e instituições de pesquisa.”.

Macapá se tornou o centro de um debate essencial para proteger uma cultura que é base da segurança alimentar de milhões de brasileiros, especialmente em comunidades rurais e indígenas. A troca de conhecimentos e a articulação de ações durante este encontro são passos fundamentais para garantirmos uma resposta rápida e eficiente diante desse desafio fitossanitário.

Além disso, eventos como este também nos permitem olhar para o futuro, integrando temas como sustentabilidade e inovação agrícola, elementos indispensáveis para a preparação da cadeia produtiva rumo a discussões globais, como a COP30 em 2025. Esse momento reafirma nosso compromisso com um setor agrícola forte, resiliente e sustentável, que continua gerando empregos, fortalecendo economias locais e garantindo a segurança alimentar do Brasil.", ressalta Leandro.

Reunião técnica: plano de ação integrado contra a vassoura-de-bruxa

Reunindo especialistas de diversas áreas para um evento de dois dias, e transmitido ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube., este fórum aprofundou o entendimento da praga, com palestras de renomados especialistas, incluindo Saulo Alves Santos de Oliveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, e Pierre Marraccini, que trouxe insights da experiência da Guiana Francesa.

As apresentações abordaram desde a identificação e manejo da doença até as repercussões socioeconômicas e culturais, como os impactos sobre etnias indígenas, tema discutido por Jackson de Araújo dos Santos, da Embrapa Amapá. Outro destaque foi a explanação sobre o Sistema de Comando de Incidentes, essencial para a resposta coordenada a emergências fitossanitárias.

O presidente da Câmara Setorial, Eloízio Lopes Júnior, frisou a relevância do encontro: “Discutir e implementar medidas contra essa praga é garantir a continuidade de uma cultura que sustenta milhões de brasileiros. Precisamos de uma resposta à altura do desafio.”.

“Este encontro em Macapá é mais do que um debate técnico; é um chamado à ação para implementar soluções eficazes e coordenadas, garantindo que a cadeia produtiva da mandioca continue forte e resiliente diante das adversidades.”, ressalta Eloízio.

Perspectivas futuras: o olhar para 2025 e a COP30

Com o olhar já voltado para o futuro, um encontro em Belém no dia 14 de novembro envolveu o presidente da Câmara Setorial, Eloízio Barbosa Lopes Junior, e Benedito Dutra, do Sistema Faepa/Senar, para iniciar os preparativos de um evento internacional sobre mandioca, que ocorrerá paralelamente à COP30 em 2025. A relevância da mandioca como alimento essencial para a segurança alimentar e seu papel no desenvolvimento agrícola sustentável foram temas centrais na reunião com Carlos Xavier, líder do Sistema Faepa/Senar/Sindicatos/Núcleos/Fundepec.

O estado do Pará, maior produtor de mandioca no Brasil, destacará suas contribuições para a genética de cultivares e produção irrigada, consolidando sua posição de liderança na cadeia produtiva e na gastronomia local e global.

“A série de encontros em Macapá e os preparativos para a COP30 sublinham a importância da mandioca no cenário agropecuário nacional e internacional. As ações coordenadas e o intercâmbio de conhecimentos técnicos são passos fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva, proteger a cultura agrícola e assegurar a segurança alimentar.”, finaliza Eloízio.


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