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Alagoas
Exclusivo: Júnior Benitz, Secretário Executivo de Cooperativismo, Associativismo e Economia Solidária do Estado de Alagoas
Perfil
Júnior Benitz é o atual Secretário Executivo de Cooperativismo, Associativismo e Economia Solidária do Estado de Alagoas, vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics). Natural de Piaçabuçu (Alagoas), iniciou sua trajetória profissional como professor da rede pública. Em 2017, recebeu um convite para atuar no setor cooperativista, passando desde então a se dedicar integralmente a essa área.
Antes de assumir a secretaria, Benitz foi gerente de Educação da Cooperativa dos Agricultores Familiares e dos Empreendimentos Solidários (Coopaíba) e presidiu o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Piaçabuçu. Sua trajetória inclui a promoção da educação cooperativista e o fortalecimento de empreendimentos solidários em Alagoas.
À frente da secretaria, tem como missão ampliar o apoio às cooperativas locais, promovendo a integração de ações entre diferentes secretarias e esferas do poder público. Benitz destaca a importância de políticas públicas articuladas, voltadas para soluções inclusivas, sustentáveis e democráticas que fortaleçam o cooperativismo no estado. Confira imagens e a entrevista completa e exclusiva!
Trajetória e motivação: de que maneira sua experiência como professor influenciou sua decisão de ingressar no cooperativismo e como ela continua a impactar sua atuação nesse setor?
Como professor, aprendi que o conhecimento só faz diferença quando promove autonomia. A experiência em sala de aula me ensinou a ouvir, dialogar e traduzir conceitos complexos para a realidade de cada comunidade — exatamente o que faço hoje com as cooperativas. Em 2017, ao receber o convite para atuar no setor, descobri um movimento que une educação, produção e cidadania. Apaixonei-me a tal ponto que decidi deixar a rede pública para me dedicar integralmente ao cooperativismo, por enxergar nele um caminho prático de inclusão socioeconômica.
Desafios e estratégias: quais são os principais desafios enfrentados atualmente pelas cooperativas e associações em Alagoas, e quais estratégias a secretaria pretende adotar para identificar e incluir novos empreendimentos no sistema cooperativista?
Atualmente, os maiores desafios são a regularização, a governança e o acesso a mercados e financiamentos. Muitos grupos ainda operam de forma informal ou dispersa, por isso nossa primeira meta é credenciar novas cooperativas que ainda não fazem parte do nosso cadastro e conectá-las a federações, como a Unicafes, o Sistema OCB/Sescoop. Estamos com equipes de campo realizando busca ativa, mapeamento digital e oficinas regionais de formalização.
Políticas públicas e inclusão: de que maneira a secretaria tem promovido a inclusão e ampliado o alcance das políticas públicas para o setor, e como a integração entre diferentes pastas do governo tem contribuído para o fortalecimento das cooperativas e associações?
Criamos uma agenda intersetorial que reúne a Sedics, Sefaz, Agricultura, Educação e Assistência Social. Um exemplo concreto é a negociação para incluir cooperativas no programa Nota Fiscal Cidadã, garantindo retorno financeiro direto às entidades. A lógica é simples: políticas públicas integradas geram impactos integrados — especialmente para mulheres, jovens e povos tradicionais, que estão no coração da economia solidária.
Educação e sustentabilidade: qual é o papel da educação cooperativista no desenvolvimento sustentável das cooperativas em Alagoas, e quais iniciativas estão sendo implementadas para fortalecê-la em todo o estado?
A educação cooperativista é o "DNA" do nosso trabalho. Nossa missão é unir as cooperativas, promover a troca de experiências e fortalecer o desenvolvimento sustentável de cada uma. Vamos manter e ampliar, em nível estadual, o programa de formação que desenvolvemos durante minha atuação na cooperativa Coopaíba. Ele conta com trilhas on-line sobre finanças solidárias, ESG e inovação, além de itinerários presenciais voltados à agroecologia e ao crédito rural verde.
Economia solidária e justiça social: como a secretaria tem buscado soluções concretas que valorizem o trabalho coletivo e promovam a justiça social, e de que forma os empreendimentos solidários contribuem para a geração de renda e a construção de uma economia mais justa em Alagoas?
A secretaria existe para valorizar o trabalho coletivo, promover a justiça social e fortalecer a economia local de forma sustentável. Investimos em arranjos produtivos solidários — como artesanato, reciclagem e agricultura familiar — que distribuem excedentes de forma democrática e mantêm a renda circulando dentro das comunidades. Também estamos fomentando cooperativas de crédito como antídoto à desbancarização, porque inclusão financeira é justiça social na prática.
Perspectivas futuras: quais são suas expectativas para o futuro do cooperativismo, associativismo e da economia solidária em Alagoas, e como a secretaria planeja medir o impacto das políticas públicas implementadas no setor nos próximos anos?
Meu horizonte é ver todas as cooperativas de Alagoas autossustentáveis e com relevância nas comunidades onde atuam. Para medir esse progresso, criamos o Observatório do Cooperativismo, em parceria com instituições públicas como a UFAL, UNEAL e IFAL. O observatório acompanha indicadores como faturamento, geração de empregos, impacto ambiental e participação feminina. Publicaremos relatórios anuais e utilizaremos esses dados para reorientar as políticas públicas. Se os números mostrarem que a renda e a qualidade de vida estão crescendo, saberemos que estamos no caminho certo.
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